Lisboa deve ser das únicas cidades que oferece espectáculos deste nível gratuitamente...ou não. Nunca tinha ido ao Casino Lisboa (ou a qualquer um dos outros), pelo que a minha expectativa face ao local era grande. Gostei do espaço mas confesso que falta algures uma mística qualquer... Entretanto, cinco euros depois numa slot machine indecifrável, sentámo-nos no afamado Lounge Arena, no segundo anel rotativo. A experiência não foi das melhores mas, como em tudo na vida, aprende-se sempre. Para a próxima fico no primeiro andar...
O concerto foi muito bom, excepto quando Spanky abandonava o palco e os Quantic se perdiam nos devaneios Habaneros pseudo Buena Vista Social Club (de segunda). Quando a Miss Spanky entrava novamente, voltava o mood R&B-funk-jazzy que faz do album, já citado num post anterior, uma das minhas escolhas para o ano de 2006. Efusivo, descontraído, com um gosto a be-bop e contagiando toda a sala (cheia e em comunhão), o concerto de cerca de 1h30 foi, sem dúvida, um dos marcos musicais a que tive a sorte de poder assistir. Talvez um retorno à Aula Magna faça sentido depois desta adesão.
Já agora, e como até merecem, um obrigado aos senhores do Casino que nos presentearam com esta pérola musical.
terça-feira, novembro 28, 2006
domingo, novembro 26, 2006
quarta-feira, novembro 22, 2006
Eu vi a lenda ao vivo :)

A ovação durou mais de cinco minutos, e a sala estava esgotada, de pé a aplaudir. Ainda antes de começar o espectáculo, alguém desesperado esperava que a sua folha de papel lhe desse acesso à tão desejada entrada ("Procuro bilhete" dizia ela).
Wayne Shorter esteve cá no dia 9 de Novembro, do alto da sua genialidade com o seu também genial quarteto (Brian Blade, John Patitucci e Danilo Perez) a acompanhar. Confesso que o meu ouvido pendeu para o contrabaixista.
Quarteto de Wayne Shorter
É por isso que eu gosto da Culturgest e da sua programação cultural.
segunda-feira, novembro 20, 2006
terça-feira, outubro 31, 2006
::::FlLME::::FILME::::FILME::::
Uma Família à beira de um ataque de nervos é uma péssima tradução para Little Miss Sunshine. Há nomes que nos fazem pensar "Filme foleiro". E esta tradução fazia-me comichão, até ter seguido o conselho de uma amiga. E passar o tempo todo do filme a rir. É um filme despretencioso, estilo série B pseudo-intelectual (sim, admitamos), capaz de criar alguns clubes de fans e de se tornar a pérola escondida do ano. A Família tem vários ataques de nervos e nós vamos acompanhando a saga da pequena Olive, que só sonha em ganhar um dos famosos "Beauty Peagent" e tem como treinador um avó consumidor de cocaína, expulso do lar onde estava. Se ao fim de algumas linhas vemos logo que alguma coisa está errada, mistura-se um irmão adolescente de 15 anos completamente "apanhado" por Nietzsche e em pleno voto de silêncio, um tio homossexual que se tentou suicidar, uma mãe em permanente ruptura e um pai que defende uma máxima: Só estamos cá para vencer, de outra forma somos uns falhados.
E de que vale explorar mais, se vale mesmo a pena ir ao cinema e acompanhar a trágico-comédia da família Hoover, a caminho de Redondo Beach, mesmo a tempo de concorrer na 27ª edição de Little Miss Sunshine.
Little Miss Sunshine - sinopse CineCartaz
E de que vale explorar mais, se vale mesmo a pena ir ao cinema e acompanhar a trágico-comédia da família Hoover, a caminho de Redondo Beach, mesmo a tempo de concorrer na 27ª edição de Little Miss Sunshine.
Little Miss Sunshine - sinopse CineCartaz
Shibuya II
segunda-feira, outubro 16, 2006
:::DISCO:::DISCO:::DISCO:::

Há coisas bonitas na rádio, como quando ouvimos uma música que não nos sai da cabeça o resto do dia e andamos para trás e para a frente a cantarolar...até que vamos a uma loja e alguém esclarecido ajuda-nos a encontrar o nome que nos andava a encher o espírito. E depois não há o disco para venda...enfim, coisas de país pequeno...
Entretanto temos a net para nos salvar! Vejam o site de Quantic Orchestra e pode ser que também se apaixonem. É possível ouvir as músicas, por isso aproveitem.
Spanky Wilson & The Quantic Soul Orchestra
I'm Thankful
Tru Thoughts LP/CD [TRUCD109] Released: 11/10/06
I'm Thankful
Tru Thoughts LP/CD [TRUCD109] Released: 11/10/06
domingo, outubro 08, 2006
Shibuya
Aqui está a prometida fotografia de uma das zonas mais conhecidas do Japão, Shibuya.
Só estando lá e possível assimilar a quantidade e os diferentes tipos de informação. Shibuya é o quarteirão mais fashion de Tokyo, onde encontramos os grupos de jovens japoneses, aqueles que povoam o nosso imaginário ocidental.
Absolutamente fabuloso.
Fotografia_Eduardo Vale
Só estando lá e possível assimilar a quantidade e os diferentes tipos de informação. Shibuya é o quarteirão mais fashion de Tokyo, onde encontramos os grupos de jovens japoneses, aqueles que povoam o nosso imaginário ocidental.
Absolutamente fabuloso.

Fotografia_Eduardo Vale
quinta-feira, outubro 05, 2006
Vale a pena ser...

A revista "Egoísta" é daquelas coisas que nos faz ter orgulho em ser português. Capaz de ter um tête-à-tête com a Walpaper*, uma das minhas revistas de eleição. Ao passar numa papelaria, não pude deixar de reparar (impossível!) na capa da Egoísta deste mês. Reproduzo aqui uma imagem, que em nada consegue assemelhar-se ao excelente trabalho gráfico do original. Vale a pena parar e apreciar.
domingo, setembro 24, 2006
fashion156.com

fashion156.com é uma webmag dedicada a moda, claro está. A cada 156 horas um novo número está disponível, apresentando aos fashion addicts as mais recentes novidades da indústria.
Achei a direcção de arte fabulosa.
Basta clickar.
domingo, setembro 17, 2006
A Vida É Bela
Sem dúvida a coqueluche das ofertas. Os dias de stress sobre "O que lhe irei oferecer?" acabaram e podemos ver agora o mundo sob uma luz.
Já tive a oportunidade de experimentar e posso averbar que vale a pena.
Descubram o catálogo de experiências no site A Vida É Bela
Já tive a oportunidade de experimentar e posso averbar que vale a pena.
Descubram o catálogo de experiências no site A Vida É Bela
isaac's STYLE BOOK
isaac's STYLE BOOKVale a pena explorar o livro de estilo de Isaac.
A direcção de arte do site é fenomenal, partilhando imagens com enquadramentos
fora do comum.
Espreitem "Scenes from a Collection" - "Woman" e deliciem-se com as fotografias.
sábado, setembro 16, 2006
O Mau Génio
"6. Nunca achei o "Expresso" um semanário interventivo e inovador. Não mexe, não abana, não questiona. Ideal para aquele tipo de pessoas que afirmam que o expoente do jazz é a Diana Krall e que se sentam ao fim-de-semana na esplanda do CCB..."
Deliciem-se com o post EXPRESSO DO NASCER DO SOL, visitando o blog do site da discoteca Mau Génio (em Benfica - CC Nevada) vende e compra Cds, DVDs, Livros e restantes vícios culturais...
Discoteca maugenio.com - BLOG (canto superior direito)
Podem também aproveitar e visitar a loja e conhecer o carismático Mau Génio :)
Para quem gosta de estar no CCB, é possível fazer encomendas online (incluindo Diana Krall).
Deliciem-se com o post EXPRESSO DO NASCER DO SOL, visitando o blog do site da discoteca Mau Génio (em Benfica - CC Nevada) vende e compra Cds, DVDs, Livros e restantes vícios culturais...
Discoteca maugenio.com - BLOG (canto superior direito)
Podem também aproveitar e visitar a loja e conhecer o carismático Mau Génio :)
Para quem gosta de estar no CCB, é possível fazer encomendas online (incluindo Diana Krall).
terça-feira, setembro 12, 2006
:::LIVRO:::LIVRO:::LIVRO:::LIVRO:::
O Orientalista é um livro que nos faz viajar através da vida absolutamente sublime de Lev Nussimbaum AKA Kurban Said AKA Essad Bey.
Trata-se de uma biografia escrita por Tom Reiss (nomeada para o Samuel Johnson Award 06), mas poderia sem dúvida ser um romance, dado o grau de situações inverosímeis e dada a aura fabulosa e excêntrica que acompanha a vida desta personagem.
Lev nasce judeu na cidade de Baku (capital do Azerbaijão), no início do século XX, filho de um pai milionário dono de poços de petróleo e de uma mãe revolucionária, adepta do bolchevismo. Todo o paradoxo inicial seria já um prato bem servido de pormenores históricos...Lev, um escritor de sucesso com inúmeras obras publicadas, passará o resto da sua vida em trânsito, quer em termos físicos e geográficos como em termos emocionais. Com a morte do Czar russo e a subida dos bolcheviques ao poder, Lev e o pai são forçados a fugir de Baku, iniciando um percurso que flutua ao sabor das estórias, testemunhando e sendo pautada pelos grandes e pequenos momentos da História política e económica do século XX.
Se até agora o descritivo parece interessante, sê-lo-á ainda mais ao acrescentar que Lev nutre um sentimento de identificação extremamente forte com a cultura oriental e muçulmana, tendo-se tornado o símbolo do Orientalismo Judaico nas diversas capitais europeias onde viveu, ou por onde passou, e no seio de sociedades altamente elitistas, no eufórico ambiente pós-I Guerra. Será mais do que irónico apercebermo-nos que muitos do teóricos desta corrente perfilham a união espiritual do legado muçulmano na cultura judaica...
Um livro a ler, obrigatório para quem gosta do estilo romance histórico e simpatiza com as personagens algo absurdas, corajosas, determinadas e dramáticas do realismo mágico sul-americano, ao estilo de Gabo.
Autor:Tom Reiss
Editora: Civilização Editora
Data: 2006
Título Original: The Orientalist
Tradução: Michele Hapetian; 476 páginas
Trata-se de uma biografia escrita por Tom Reiss (nomeada para o Samuel Johnson Award 06), mas poderia sem dúvida ser um romance, dado o grau de situações inverosímeis e dada a aura fabulosa e excêntrica que acompanha a vida desta personagem.
Lev nasce judeu na cidade de Baku (capital do Azerbaijão), no início do século XX, filho de um pai milionário dono de poços de petróleo e de uma mãe revolucionária, adepta do bolchevismo. Todo o paradoxo inicial seria já um prato bem servido de pormenores históricos...Lev, um escritor de sucesso com inúmeras obras publicadas, passará o resto da sua vida em trânsito, quer em termos físicos e geográficos como em termos emocionais. Com a morte do Czar russo e a subida dos bolcheviques ao poder, Lev e o pai são forçados a fugir de Baku, iniciando um percurso que flutua ao sabor das estórias, testemunhando e sendo pautada pelos grandes e pequenos momentos da História política e económica do século XX.
Se até agora o descritivo parece interessante, sê-lo-á ainda mais ao acrescentar que Lev nutre um sentimento de identificação extremamente forte com a cultura oriental e muçulmana, tendo-se tornado o símbolo do Orientalismo Judaico nas diversas capitais europeias onde viveu, ou por onde passou, e no seio de sociedades altamente elitistas, no eufórico ambiente pós-I Guerra. Será mais do que irónico apercebermo-nos que muitos do teóricos desta corrente perfilham a união espiritual do legado muçulmano na cultura judaica...
Um livro a ler, obrigatório para quem gosta do estilo romance histórico e simpatiza com as personagens algo absurdas, corajosas, determinadas e dramáticas do realismo mágico sul-americano, ao estilo de Gabo.
Autor:Tom Reiss
Editora: Civilização Editora
Data: 2006
Título Original: The Orientalist
Tradução: Michele Hapetian; 476 páginas
quinta-feira, setembro 07, 2006
Bem-vindos à Economia da Experiência
“Na medida em que bens e serviços se comoditizam, as experiências de consumo criadas pelas marcas terão cada vez mais importância.”
Artigo integral
A publicar na Marketeer de Setembro
Artigo integral
A publicar na Marketeer de Setembro
segunda-feira, agosto 21, 2006
Japão
Em Julho fomos ao Japão passar férias. Tenho de fazer upload de algumas fotografias que reflictam um mix cultural absolutamente vertiginoso. Se NY não dorme, Tokyo deve andar a tomar speeds. O cliché que todos temos afinal não é verdadeiro, estávamos todos enganados em relação às ideias que nos povoam o imaginário ocidental.
As mulheres são lindíssimas, as lojas fabulosas, os transportes funcionam, a comida deliciosa e um sentimento de "queixo caído" agarra-se a nós durante toda a viagem e não larga até estarmos a aterrar em Paris (por exemplo).
O Japão é uma experiência completamente diferente e começa exactamente quando entramos num avião da JAL (Japan Airlines) e prolonga-se até estarmos de regresso em solo europeu.
A quantidade de pessoas, informação, lojas, espaços, comunicação, montras, toldos, barulhos, luzes, passadeiras, poderia parecer opressivo à primeira vista, mas quando estamos descansadamente a atravessar uma passadeira com cerca de 500 pessoas e ninguém nos pisa o pé, sabemos que estamos num país organizado.
Saindo de Tokyo e andando cerca de 1h para junto da praia estamos em Kamakura, cidade-berço dos templos Zen e Budistas. A paisagem é verde até onde a vista alcança e o cheiro da História e das Estórias e crenças japonesas está em todo o lado.
Vou arranjar umas imagens.
As mulheres são lindíssimas, as lojas fabulosas, os transportes funcionam, a comida deliciosa e um sentimento de "queixo caído" agarra-se a nós durante toda a viagem e não larga até estarmos a aterrar em Paris (por exemplo).
O Japão é uma experiência completamente diferente e começa exactamente quando entramos num avião da JAL (Japan Airlines) e prolonga-se até estarmos de regresso em solo europeu.
A quantidade de pessoas, informação, lojas, espaços, comunicação, montras, toldos, barulhos, luzes, passadeiras, poderia parecer opressivo à primeira vista, mas quando estamos descansadamente a atravessar uma passadeira com cerca de 500 pessoas e ninguém nos pisa o pé, sabemos que estamos num país organizado.
Saindo de Tokyo e andando cerca de 1h para junto da praia estamos em Kamakura, cidade-berço dos templos Zen e Budistas. A paisagem é verde até onde a vista alcança e o cheiro da História e das Estórias e crenças japonesas está em todo o lado.
Vou arranjar umas imagens.
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