sexta-feira, junho 22, 2007

quinta-feira, junho 21, 2007

So tell the girls that I am back in town...

Quatro estranhos entram no palco e o silêncio é pesado, até que alguém reconhce a figura loira e franzina de JJJ e as palmas começam...
O concerto teria sido irrepreensível se o técnico de som não tivesse começado tão mal. O grande auditório não estava cheio nem esgotado, mas as pessoas que estavam na sala eram verdadeiros apreciadores. E foi curioso como Jay Jay os foi conquistando, passando de um acolhimento tímido e frio para uma segunda ovação em pé, numa absoluta demonstração de prazer auditivo.
Pelo caminho ficámos a saber que a memória do sueco para a cronologia dos seus singles é matemática e que foi em Lisboa, a meio do seu último concerto, que descobriu que ía ser pai.
Um fio de músicas foi sendo desenrolado, de forma quase hipnótica. A voz de Johanson prendia o público, com o seu tom tão peculiar, tão pessoal. Uma figura por vezes surreal, mas com uma boa disposição e simplicidade notórias.
O pianista acompanhou de forma cúmplice Jay Jay Johanson, mas o baterista e o baixista não se entregaram da forma desprendida com que os outros o fizeram. Foram a alma do concerto e poderíam ter estado sozinhos, apenas com o computador como rede de apoio.

Inesquecivel

Portishead - Only you



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sábado, junho 16, 2007

Chick Habit

absolutamente delicioso

quinta-feira, junho 14, 2007

JAY JAY JOHANSON - 21 Junho [CCB]

Dia 21 de Junho, vamos estar na fila da frente para 1h30 s/ intervalo de pop fria :)
Looking forward to it*

+ info

21 de Junho de 2007
21h00 | Grande Auditório
Duração:1h30 s/ intervalo

Beirut

Uma lufada de ar fresco... love it*

domingo, março 11, 2007

Sia - Breath Me

Começou nos Zero 7 e avançou agora sozinha. Este é o single mais rodado, mas que tem uma brilhante versão dos Photek, que infelizmente não encontrei aqui). O CD é bonzinho.


"A Maldição da Flor Dourada" marca o regresso do realizador das obras-primas visuais por excelência que são os filmes "Herói" e "O Segredo dos Punhais Voadores".
A história em si não apresenta nada de novo, um drama familiar edipiano sem grandes surpresas na trama. Mas o verdadeiro filme é o festival de cores e estética que nos deixa assorberbados com tanta beleza. Os pormenores do vestuário, decoração, cenários, batalhas, armas, máscaras, bebidas, jóias, flores, tapetes, dos 10 mil homens e mulheres que numa sumptuosidade excêntrica recriam a história, deixam-nos sem fôlego para tanto.
Não tocando a beleza subtil e quase angustiante do "Herói"; "A Maldição da Flor Dourada" é quase um retrato arrogantemente técnico e magnânimo do talento de Yimou Zhang.
A coleccionar.

A Maldição da Flor Dourada
Título original: Curse of the Golden Flower / Man cheng jin dai huang jin jia
Género: Acção, Drama
Classificacao: M/16
Estúdios: Beijing New Picture Film Co.
China/Hong-Kong, 2006, Cores, 114 min.

Barcelona by EV


domingo, março 04, 2007

Happy Tree Friends

Já existem há muitos muitos anos, ainda antes de pensarmos na existência do You Tube, mas hoje em dia a sua popularidade é tanta que até já podemos comprar dvd com peluches na fnac. Para mim sempre foram uma nota de irreverência e sadismo saudável, porque é uma gargalhada contínua... Provavelmente fará confusão a alguns, mas como este blog é uma ditadura cultural eu é que escolho! =]

Não deixem de pesquisar no you tube ou visitar o site oficial e preparem-se para alimentar o pequeno sádico que vive dentro de nós. Vale apena espreitar também as outras séries criadas pelos mesmos autores.

sábado, fevereiro 17, 2007

The Greatest [Cat Power]

Uma Fiona Apple mais pop (queria dizer isto desde que ouvi a música a primeira vez e pensava que era efectivamente a primeira...)

Comprei o CD e ultimamente ando a namorá-lo no iPod. Faz-me lembrar os tempos em que ouvia Fiona Apple e Portishead desenfreadamente, quase como um vício dramático.

Um daqueles CDs para aquecer a alma.

quinta-feira, janeiro 11, 2007

DVD:::DVD:::DVD:::




Um dos meus mais recentes vícios.

Website oficial (de onde sai a foto)

quinta-feira, dezembro 21, 2006

FILME:::FILME:::FILME:::

Hotel Ruanda

No final do filme não podemos deixar de nos cobrir com um lençol de vergonha. Devia, aliás, ser esse o grande objectivo do realizador, pois é sem dúvida o que todos deveriam sentir.
O filme retrata o início do genocídio (ou "actos de"), perpetuados pelos Hutus aos Tutsies, no ano de 1994. A acção foca-se no Hotel Mille Collines, pertença de um grupo belga, antigos colonos do país e, como em tudo, os culpados históricos de todos os problemas.
Neste hotel, sob a liderança do carismático anti-herói Paul, a sobrevivência faz-se todos os dias, com um preço demasiado alto... Casado com uma mulher tutsie, Paul, um hutu, vai jogar o jogo diplomático com os generais assassinos, subornar os chefes das milícias, proteger os vizinhos ameaçados de morte e ser o único fio de esperança, quando todos os influentes os abandonaram.
Esta é a imagem mais forte do filme. Quando as forças da ONU, os jornalistas, os turistas e os diplomatas são evacuados do país, deixando-os como carne para canhão, abandonados ao seu destino. E nada fizeram. Sabendo que se trata de uma história verdadeira, faz-nos pensar ainda mais.
Logo no início do filme, uma voz off afirma que o Presidente Clinton estava preocupado com a situação em Sarajevo. Como já li algures, a Europa estava preocupa com o seu quintal e deixou que acontecesse, longe da sua vista, mais uma atrocidade.
Um filme obrigatório, muito ao estilo Lista de Shindler (versão África e menos pomposa), que nos deixa uma dúvida pertinente na cabeça...A Humanidade existe?

Webiste oficial

segunda-feira, dezembro 18, 2006

:::LIVRO:::LIVRO:::LIVRO

Chicago Pimp

A vida de um chulo negro na América profunda dos anos 30...
Este foi o descritivo que me deixou com os sentidos aguçados.
Comprei e acabei finalmente de o ler (finalmente porque não gosto
de prolongar a leitura de um livro...os livros são como os gelados,
se não os lemos na altura certa podem de derreter).
Um fim algo abrupto, como se o autor tivesse pressa de chegar ao fim. Pressa de se redimir.
É uma narrativa na primeira pessoa, mas um tanto atabalhuada,
sem deixar de ser interessante e por vezes viciante. Tal como o autor
avisa no início, não devemos julgá-lo interessante conhecer a sua história,
a história de um jovem negro que um dia desejou vencer no mundo branco,
através da exploração sexual das suas prostitutas (e dos dividendos que daí podia retirar).
Parece estranho usar este tipo de linguagem associada a este livro, pois este é um daqueles tipos nus e crus, onde a narrativa sem decoro é ponto chave para poder transmitir, sem falácias
nem artimanhas, a verdade dos intervenientes e dos cenários.
Numa roda viva pelo submundo americano, ruas, bares, motéis, becos, chulos, prostitutas, clientes, polícias corruptos, drogas, prisões e cheiros coexistem, nas memórias de Slim.
Um grande turbilhão que escondia a intimidade de um homem que nunca perdoou
as suas próprias fraquezas.
Iceberg Slim consegue ser execrável, detestável, odioso com as suas mulheres. E no entanto, terminamos o livro com um grau de pena e empatia fora do comum. Afinal a vida de um negro daquela época não era nada fácil, mas claro está que as nossas escolhas fazem a nossa fibra.
No final fica a grande questão. É possível mudar?
Uma nota curiosa... Algures no texto, é dito que os primeiros chulos negros começaram este tipo de negócio como forma de vigança em relação aos brancos...Sabendo que os brancos deixavam
o seu dinheiro com as prostitutas negras, o chulo negro poderia redimir a história e ficar
com duas coisas que o homem branco tinha e ele não: dinheiro & dignidade.
A ler, sem grandes expectativas.

Oficina do Livro - sinopse

segunda-feira, dezembro 04, 2006

terça-feira, novembro 28, 2006

Spanky Wilson e os Quantic no Casino Lisboa

Lisboa deve ser das únicas cidades que oferece espectáculos deste nível gratuitamente...ou não. Nunca tinha ido ao Casino Lisboa (ou a qualquer um dos outros), pelo que a minha expectativa face ao local era grande. Gostei do espaço mas confesso que falta algures uma mística qualquer... Entretanto, cinco euros depois numa slot machine indecifrável, sentámo-nos no afamado Lounge Arena, no segundo anel rotativo. A experiência não foi das melhores mas, como em tudo na vida, aprende-se sempre. Para a próxima fico no primeiro andar...
O concerto foi muito bom, excepto quando Spanky abandonava o palco e os Quantic se perdiam nos devaneios Habaneros pseudo Buena Vista Social Club (de segunda). Quando a Miss Spanky entrava novamente, voltava o mood R&B-funk-jazzy que faz do album, já citado num post anterior, uma das minhas escolhas para o ano de 2006. Efusivo, descontraído, com um gosto a be-bop e contagiando toda a sala (cheia e em comunhão), o concerto de cerca de 1h30 foi, sem dúvida, um dos marcos musicais a que tive a sorte de poder assistir. Talvez um retorno à Aula Magna faça sentido depois desta adesão.
Já agora, e como até merecem, um obrigado aos senhores do Casino que nos presentearam com esta pérola musical.

Lavazza 2007


Calendário Lavazza

domingo, novembro 26, 2006

quarta-feira, novembro 22, 2006

O Blog Egocentrado



Egotismo

Eu (eu eu eu eu eu) adoro gente inteligente.

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