Hotel Ruanda
No final do filme não podemos deixar de nos cobrir com um lençol de vergonha. Devia, aliás, ser esse o grande objectivo do realizador, pois é sem dúvida o que todos deveriam sentir.
O filme retrata o início do genocídio (ou "actos de"), perpetuados pelos Hutus aos Tutsies, no ano de 1994. A acção foca-se no Hotel Mille Collines, pertença de um grupo belga, antigos colonos do país e, como em tudo, os culpados históricos de todos os problemas.
Neste hotel, sob a liderança do carismático anti-herói Paul, a sobrevivência faz-se todos os dias, com um preço demasiado alto... Casado com uma mulher tutsie, Paul, um hutu, vai jogar o jogo diplomático com os generais assassinos, subornar os chefes das milícias, proteger os vizinhos ameaçados de morte e ser o único fio de esperança, quando todos os influentes os abandonaram.
Esta é a imagem mais forte do filme. Quando as forças da ONU, os jornalistas, os turistas e os diplomatas são evacuados do país, deixando-os como carne para canhão, abandonados ao seu destino. E nada fizeram. Sabendo que se trata de uma história verdadeira, faz-nos pensar ainda mais.
Logo no início do filme, uma voz off afirma que o Presidente Clinton estava preocupado com a situação em Sarajevo. Como já li algures, a Europa estava preocupa com o seu quintal e deixou que acontecesse, longe da sua vista, mais uma atrocidade.
Um filme obrigatório, muito ao estilo Lista de Shindler (versão África e menos pomposa), que nos deixa uma dúvida pertinente na cabeça...A Humanidade existe?
Webiste oficial
quinta-feira, dezembro 21, 2006
segunda-feira, dezembro 18, 2006
:::LIVRO:::LIVRO:::LIVRO
Chicago PimpA vida de um chulo negro na América profunda dos anos 30...
Este foi o descritivo que me deixou com os sentidos aguçados.
Comprei e acabei finalmente de o ler (finalmente porque não gosto
de prolongar a leitura de um livro...os livros são como os gelados,
se não os lemos na altura certa podem de derreter).
Um fim algo abrupto, como se o autor tivesse pressa de chegar ao fim. Pressa de se redimir.
É uma narrativa na primeira pessoa, mas um tanto atabalhuada,
sem deixar de ser interessante e por vezes viciante. Tal como o autor
avisa no início, não devemos julgá-lo interessante conhecer a sua história,
a história de um jovem negro que um dia desejou vencer no mundo branco,
através da exploração sexual das suas prostitutas (e dos dividendos que daí podia retirar).
Parece estranho usar este tipo de linguagem associada a este livro, pois este é um daqueles tipos nus e crus, onde a narrativa sem decoro é ponto chave para poder transmitir, sem falácias
nem artimanhas, a verdade dos intervenientes e dos cenários.
Numa roda viva pelo submundo americano, ruas, bares, motéis, becos, chulos, prostitutas, clientes, polícias corruptos, drogas, prisões e cheiros coexistem, nas memórias de Slim.
Um grande turbilhão que escondia a intimidade de um homem que nunca perdoou
as suas próprias fraquezas.
Iceberg Slim consegue ser execrável, detestável, odioso com as suas mulheres. E no entanto, terminamos o livro com um grau de pena e empatia fora do comum. Afinal a vida de um negro daquela época não era nada fácil, mas claro está que as nossas escolhas fazem a nossa fibra.
No final fica a grande questão. É possível mudar?
Uma nota curiosa... Algures no texto, é dito que os primeiros chulos negros começaram este tipo de negócio como forma de vigança em relação aos brancos...Sabendo que os brancos deixavam
o seu dinheiro com as prostitutas negras, o chulo negro poderia redimir a história e ficar
com duas coisas que o homem branco tinha e ele não: dinheiro & dignidade.
A ler, sem grandes expectativas.
Oficina do Livro - sinopse
segunda-feira, dezembro 04, 2006
terça-feira, novembro 28, 2006
Spanky Wilson e os Quantic no Casino Lisboa
Lisboa deve ser das únicas cidades que oferece espectáculos deste nível gratuitamente...ou não. Nunca tinha ido ao Casino Lisboa (ou a qualquer um dos outros), pelo que a minha expectativa face ao local era grande. Gostei do espaço mas confesso que falta algures uma mística qualquer... Entretanto, cinco euros depois numa slot machine indecifrável, sentámo-nos no afamado Lounge Arena, no segundo anel rotativo. A experiência não foi das melhores mas, como em tudo na vida, aprende-se sempre. Para a próxima fico no primeiro andar...
O concerto foi muito bom, excepto quando Spanky abandonava o palco e os Quantic se perdiam nos devaneios Habaneros pseudo Buena Vista Social Club (de segunda). Quando a Miss Spanky entrava novamente, voltava o mood R&B-funk-jazzy que faz do album, já citado num post anterior, uma das minhas escolhas para o ano de 2006. Efusivo, descontraído, com um gosto a be-bop e contagiando toda a sala (cheia e em comunhão), o concerto de cerca de 1h30 foi, sem dúvida, um dos marcos musicais a que tive a sorte de poder assistir. Talvez um retorno à Aula Magna faça sentido depois desta adesão.
Já agora, e como até merecem, um obrigado aos senhores do Casino que nos presentearam com esta pérola musical.
O concerto foi muito bom, excepto quando Spanky abandonava o palco e os Quantic se perdiam nos devaneios Habaneros pseudo Buena Vista Social Club (de segunda). Quando a Miss Spanky entrava novamente, voltava o mood R&B-funk-jazzy que faz do album, já citado num post anterior, uma das minhas escolhas para o ano de 2006. Efusivo, descontraído, com um gosto a be-bop e contagiando toda a sala (cheia e em comunhão), o concerto de cerca de 1h30 foi, sem dúvida, um dos marcos musicais a que tive a sorte de poder assistir. Talvez um retorno à Aula Magna faça sentido depois desta adesão.
Já agora, e como até merecem, um obrigado aos senhores do Casino que nos presentearam com esta pérola musical.
domingo, novembro 26, 2006
quarta-feira, novembro 22, 2006
Eu vi a lenda ao vivo :)

A ovação durou mais de cinco minutos, e a sala estava esgotada, de pé a aplaudir. Ainda antes de começar o espectáculo, alguém desesperado esperava que a sua folha de papel lhe desse acesso à tão desejada entrada ("Procuro bilhete" dizia ela).
Wayne Shorter esteve cá no dia 9 de Novembro, do alto da sua genialidade com o seu também genial quarteto (Brian Blade, John Patitucci e Danilo Perez) a acompanhar. Confesso que o meu ouvido pendeu para o contrabaixista.
Quarteto de Wayne Shorter
É por isso que eu gosto da Culturgest e da sua programação cultural.
segunda-feira, novembro 20, 2006
terça-feira, outubro 31, 2006
::::FlLME::::FILME::::FILME::::
Uma Família à beira de um ataque de nervos é uma péssima tradução para Little Miss Sunshine. Há nomes que nos fazem pensar "Filme foleiro". E esta tradução fazia-me comichão, até ter seguido o conselho de uma amiga. E passar o tempo todo do filme a rir. É um filme despretencioso, estilo série B pseudo-intelectual (sim, admitamos), capaz de criar alguns clubes de fans e de se tornar a pérola escondida do ano. A Família tem vários ataques de nervos e nós vamos acompanhando a saga da pequena Olive, que só sonha em ganhar um dos famosos "Beauty Peagent" e tem como treinador um avó consumidor de cocaína, expulso do lar onde estava. Se ao fim de algumas linhas vemos logo que alguma coisa está errada, mistura-se um irmão adolescente de 15 anos completamente "apanhado" por Nietzsche e em pleno voto de silêncio, um tio homossexual que se tentou suicidar, uma mãe em permanente ruptura e um pai que defende uma máxima: Só estamos cá para vencer, de outra forma somos uns falhados.
E de que vale explorar mais, se vale mesmo a pena ir ao cinema e acompanhar a trágico-comédia da família Hoover, a caminho de Redondo Beach, mesmo a tempo de concorrer na 27ª edição de Little Miss Sunshine.
Little Miss Sunshine - sinopse CineCartaz
E de que vale explorar mais, se vale mesmo a pena ir ao cinema e acompanhar a trágico-comédia da família Hoover, a caminho de Redondo Beach, mesmo a tempo de concorrer na 27ª edição de Little Miss Sunshine.
Little Miss Sunshine - sinopse CineCartaz
Shibuya II
segunda-feira, outubro 16, 2006
:::DISCO:::DISCO:::DISCO:::

Há coisas bonitas na rádio, como quando ouvimos uma música que não nos sai da cabeça o resto do dia e andamos para trás e para a frente a cantarolar...até que vamos a uma loja e alguém esclarecido ajuda-nos a encontrar o nome que nos andava a encher o espírito. E depois não há o disco para venda...enfim, coisas de país pequeno...
Entretanto temos a net para nos salvar! Vejam o site de Quantic Orchestra e pode ser que também se apaixonem. É possível ouvir as músicas, por isso aproveitem.
Spanky Wilson & The Quantic Soul Orchestra
I'm Thankful
Tru Thoughts LP/CD [TRUCD109] Released: 11/10/06
I'm Thankful
Tru Thoughts LP/CD [TRUCD109] Released: 11/10/06
domingo, outubro 08, 2006
Shibuya
Aqui está a prometida fotografia de uma das zonas mais conhecidas do Japão, Shibuya.
Só estando lá e possível assimilar a quantidade e os diferentes tipos de informação. Shibuya é o quarteirão mais fashion de Tokyo, onde encontramos os grupos de jovens japoneses, aqueles que povoam o nosso imaginário ocidental.
Absolutamente fabuloso.
Fotografia_Eduardo Vale
Só estando lá e possível assimilar a quantidade e os diferentes tipos de informação. Shibuya é o quarteirão mais fashion de Tokyo, onde encontramos os grupos de jovens japoneses, aqueles que povoam o nosso imaginário ocidental.
Absolutamente fabuloso.

Fotografia_Eduardo Vale
quinta-feira, outubro 05, 2006
Vale a pena ser...

A revista "Egoísta" é daquelas coisas que nos faz ter orgulho em ser português. Capaz de ter um tête-à-tête com a Walpaper*, uma das minhas revistas de eleição. Ao passar numa papelaria, não pude deixar de reparar (impossível!) na capa da Egoísta deste mês. Reproduzo aqui uma imagem, que em nada consegue assemelhar-se ao excelente trabalho gráfico do original. Vale a pena parar e apreciar.
domingo, setembro 24, 2006
fashion156.com

fashion156.com é uma webmag dedicada a moda, claro está. A cada 156 horas um novo número está disponível, apresentando aos fashion addicts as mais recentes novidades da indústria.
Achei a direcção de arte fabulosa.
Basta clickar.
domingo, setembro 17, 2006
A Vida É Bela
Sem dúvida a coqueluche das ofertas. Os dias de stress sobre "O que lhe irei oferecer?" acabaram e podemos ver agora o mundo sob uma luz.
Já tive a oportunidade de experimentar e posso averbar que vale a pena.
Descubram o catálogo de experiências no site A Vida É Bela
Já tive a oportunidade de experimentar e posso averbar que vale a pena.
Descubram o catálogo de experiências no site A Vida É Bela
isaac's STYLE BOOK
isaac's STYLE BOOKVale a pena explorar o livro de estilo de Isaac.
A direcção de arte do site é fenomenal, partilhando imagens com enquadramentos
fora do comum.
Espreitem "Scenes from a Collection" - "Woman" e deliciem-se com as fotografias.
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